Aix-en-Provence

Conheça um pouco mais sobre a cidade onde nasceu o ilustre pintor impressionista Paul Cézanne.

Museu Oceanográfico de Mônaco

Excelente opção de passeio para adultos e crianças no belo principado na Côte d'Azur.

Château d'If e as ilhas de Frioul

Alexandre Dumas eternizou o monumento no livro "O conde de Monte Cristo", mas ele não foi o único prisioneiro famoso do Château.

Rota da Lavanda: Plateau de Valensole

Saiba quando visitar os famosos campos de lavanda provençais e quais cidades visitar nos arredores.

Camp des Milles

Um memorial de um dos capítulos mais tristes da história do século XX, em homenagem aos judeus deportados aos campos de concentração.

26/04/2013

Cidade do Panamá


Nossa ida ao Panamá teve como destino principal Bocas del Toro, onde ficamos quatro dias e fizemos passeios muito legais, falei mais sobre eles neste post. Reservamos o restante do tempo pra conhecer um pouco da Cidade do Panamá, e contando com a noite da nossa chegada e manhã do dia de partida, acabamos ficando uma noite, um dia inteiro e uma manhã na cidade, tempo ideal pra visitarmos os pontos turísticos da cidade que havíamos escolhido pro nosso passeio de descoberta: Casco Antíguo, Panamá Viejo e Miraflores. Mesmo sabendo que os preços são mais que convidativos no país, nossa única compra foi uma malinha de mão porque nossas mochilas não comportavam presentes que ganhamos das mães (massa de pão de queijo sempre merece ser transportado com amor em uma mala resistente), mas quem for com essa finalidade vai se esbaldar nos shoppings e no próprio aeroporto internacional.

Como eu tinha falado neste post, na nossa primeira noite na Cidade do Panamá só saimos pra jantar, e aproveitamos pra descansar um pouco porque o voo é longo e a diferença de fuso horário é muito grande (nosso fuso era de 6 horas a mais em relação ao horário panamenho). Quando voltamos de Bocas del Toro fomos explorar um pouco a cidade, e em dia visitamos o Canal do Panamá e as ruínas do Panamá Viejo.

Miraflores - Canal do Panamá

Esse foi o passeio pelo qual eu mais ansiei na capital panamenha, e tivemos uma super oportunidade de ver um petroleiro e um transatlântico atravessando o canal. Chegamos lá de manhã, por volta das 10 horas, e o funcionário que contava a história do canal informou que ao meio dia e meia estava prevista a travessia de um navio, e pouco depois uma embarcação passaria pelo canal. O ingresso é válido para todo o dia, então saimos pra conhecer Panamá Viejo e voltamos pouco antes da hora da passagem do navio.



O canal do Panamá, construído no início do século XX possibilitando a navegação entre os oceanos Atlântico e Pacífico sem dar uma imeeensa volta, tem três eclusas, uma do lado do Atlântico e duas do lado do Pacífico, sendo Miraflores uma delas, e que neste ano completa seu primeiro centenário. E qual a graça disso? Bom, lembro vagamente do meu avô comentar sobre o canal do Panamá, que é um trabalho muito interessante de engenharia - o avô é engenheiro mecânico - e explicar sobre o funcionamento das eclusas. Quando cheguei ali, primeira coisa que fiz foi mandar uma fotinho pra minha mãe - que também gosta desse tipo de construção - e pedir pra ela mostrar pro vô. Achei muito legal ver os navios atravessando o canal, os turistas no centro de visitantes acenando pra tripulação do petroleiro, o capitão respondendo com um apito, e depois a embarcação atravessando com uma quantidade imensa de turistas, ninguém se conhece mas todo mundo se cumprimenta de longe, os do navio cumprimentam os da terra firme e vice-versa.

As tarifas para visitar a eclusa de Miraflores são diferenciadas: residentes e panamenhos pagam valores reduzidos, e turistas pagam um pouco a mais, achei bastante interessante essa forma de tarificação, e acho um exemplo a ser seguido por aí. Os valores são os seguintes (para turistas):

- Tarifas para visitar terraço, exposições e museu: US$ 8,00 adultos, US$ 4,00 pessoas acima de 60 anos, US$ 5,00 crianças (6 a 17 anos) e estudantes.
- Tarifas para visitar terraço: US$ 5,00 adultos, US$ 2,50 pessoas acima de 60 anos, US$ 3,00 crianças e estudantes.
Para beneficiar das reduções é necessário apresentar as justificativas (passaporte, carteira de estudante).


Petroleiro atravessando o Canal do Panamá


Panamá Viejo

Enquanto esperamos o horário certinho da passagem dos navios pela eclusa de Miraflores, aproveitamos pra dar um pulinho nas ruínas da cidade do Panamá. As ruínas ficam um tanto longe da eclusa, vale contar cerca de meia hora de trajeto de carro de uma até outra, e acho que foi um passeio muito interessante, porque confesso que minha primeira impressão da capital panamenha, com todos os seus prédios imensos, tinha sido um tanto desanimadora.Ainda bem que tivemos a oportunidade de ir às ruínas pra que minha impressão pudesse ser mudada. 

A capital foi fundada em 1519 pelo conquistador Pedrarias Dávila, e era origem da rota de exploração do ouro da colonização espanhola rumo ao Peru. No século XVII a cidade sofreu com tremores de terra, incêndios e ataque pirata, que devastou as primeiras construções. Parte das pedras usadas em Panamá Viejo foram aproveitadas para construção de fortificações no Casco Antíguo, e a torre da antiga igreja é um dos detalhes mais imponentes do que restou da primeira construção da cidade. Do alto da torre temos um belo panorama cheio de contrastes entre a cidade moderna e as ruínas, emoldurado pelas águas do Pacífico e vegetação que cerca a capital. 

Pagamos US$3,00 pra visitar o local, que é classificado como Patrimônio Mundial pela Unesco, juntamente com o Casco Antíguo, que visitamos na manhã seguinte, já que voltamos ao canal pra ver os navios passarem. Vale caprichar na camada de protetor solar porque o lugar é completamente descoberto e o sol judia da gente.





Casco Antíguo

A ideia inicial quando saimos para as visitas era ir ao canal do Panamá, Casco Antíguo e Panamá Viejo, tudo no mesmo dia. Mas o trânsito panamenho é um tanto pesado, e as distâncias também não colaboraram muito com nosso planejamento inicial, mas mesmo assim conseguimos dar uma espiada no Casco Antíguo depois de voltar da eclusa. Estávamos com fome e pedimos ao taxista pra nos deixar no Mercado dos Mariscos, onde almoçamos. Os sogros e o amigo do Bernardo tinham almoçado por lá antes da gente chegar, e sugeriram que o almoço do dia fosse lá, mas escolhemos um bar diferente e não tivemos tanta sorte com o peixe pedido, mas foi só dizer pra garçonete que o peixe não estava bom que ela nos serviu filé, e não cobrou por eles. Certeza que o horário que escolhemos contribuiu pra isso, já passavam das 15h quando fizemos o pedido, mas felizmente ninguém sofreu com sintomas de intoxicação alimentar, um alívio sabendo que nossa viagem de volta estava marcada para o dia seguinte. 

Depois do incidente do peixe, voltamos pro hotel e arriscamos deixar a visita ao bairro onde fica a sede do governo na manhã do dia seguinte, antes de fazermos o check-out no hotel. Pra nossa sorte conseguimos conciliar bem o tempo e percorremos algumas ruelas do centro, que está em processo de renovação das ruas e edifícios e com certeza ficará muito bonito quando os trabalhos forem concluídos. Grandes casarões em estilo colonial podem ser vistos por todos os cantos, e se não estivéssemos com o horário controlado por causa do hotel e voo, sem falar no calor que fazia, poderia ter ficado mais um tempo fotografando os contrates entre o renovado e o velho, o moderno e o antigo, que é uma assinatura da cidade do Panamá, que atualmente vive um boom de construções e ampliações: avenidas ampliadas, o canal do Panamá com obras de ampliação previstas para terminarem em 2014, construção do metrô da cidade, restaurações e renovações dos monumentos. A impressão que tive, depois de repensar todo esse "canteiro de obras" que vimos por lá, é que intenção do país é deixar de ser uma parada no meio do caminho entre as Américas, e tornar-se o destino final dos turistas. O lado caribenho é muito atraente, o lado do Pacífico está tentando atrair mais e mais visitantes. E parece que estão conseguindo.





24/04/2013

Aix-en-Provence: como ir do aeroporto ou estação TGV até o centro da cidade


Vindo pra Aix-en-Provence pra conhecer a região, mas tem dúvidas com relação à localização do aeroporto ou estação de trem, e quer saber como chegar até o centro da cidade? Pois bem, essa pergunta me é feita com certa frequência, vamos à resposta.

O Aéroport Marseille Provence, contrariamente ao que indica o nome, não fica na cidade de Marseille, mas numa cidade ao lado, Marignane (as placas na autoestrada que indicam a direção do aeroporto tem o símbolo do aviãozinho e o nome da cidade ao lado, se estiver de carro é só seguir a direção Marignane). A distância entre o aeroporto e a estação Saint-Charles, em Marseille, ou a estação rodoviária (gare routière) de Aix-en-Provence é de 25km, tanto pra uma quanto pra outra, e existem ônibus que fazem o itinerário aeroporto-estação Saint-Charles em Marseille (8€ o bilhete unitário, vendido no balcão da estação perto do ponto de saída do ônibus) ou terminal rodoviário em Aix (7,60€ o bilhete unitário vendido no próprio ônibus). O ônibus que sai de Aix também passa pela estação de trem (TGV, o trem rápido, excelente opção pra quem chega em Paris ou Nice e quer conhecer a região provençal). Quem vem de Nice também pode optar pelo ônibus que faz o trajeto Nice-Aix-Marseille em 2h30 (até Aix) e 3h (até Marseille), saindo de diferentes pontos da cidade, inclusive do aeroporto internacional.

Para mais informações sobre horários, veja a lista de horários do ônibus Marseille-Aeroporto, Aix-TGV-Aeroporto, Nice-Aix-Marseille.

Prefere ir de táxi? Os táxis do aeroporto cobram entre 35€ e 50€ pelo trajeto até o centro de Aix, o valor varia em função do horário.

22/04/2013

Receita de peixe provençal: daurade varoise

Deixo registrada no início deste post uma confissão culinária: nunca antes na vida tinha feito um peixe assado, nem mesmo depois desses três anos morando com o mar mediterrâneo do lado, ou seja, fonte de peixes frescos. Até que me bateu uma vontade de comer peixe depois de sempre abrir o livro de receitas provençais na página desta receita que seguirá. E como grande entendedora de peixes que sou, mas ao contrário, o nome do peixe ficou em francês, deixo os entendedores de verdade tentarem identificiar qual é pela foto, porque meu amigo de traduções de ingredientes diferentes, o Wikipedia, falhou em ajudar desta vez.

A receita é originária do departamento do Var (onde fica Saint-Tropez) vizinho ao departamento de Bouches-du-Rhône (onde moramos), na região da Provença, por isso o nome "daurade varoise" (lê-se: dôrrrrade varrroáse). Tive de adaptar as ervas da receita original porque não tinha orégano seco e majericão fresco em casa, fiz com ervas da Provença, mas ficou bom. Sem mais delongas, seguem os ingredientes e preparação.


Ingredientes (duas pessoas):

- 600g de daurade limpo (comprei dois peixes pequenos)
- 3 tomates
- 1 abobrinha
- 1 cebola
- 1 dente de alho
- 12 azeitonas verdes sem caroço
- 50ml de vinho branco
- suco de um limão
- ervas da Provença 

Preparação:

Espremer o alho e picar a cebola em cubinhos e colocar em uma vasilha com azeite. Descascar os tomates, retirar as sementes e esmagar o tomate. Cortar a abobrinha em rodelas, e colocar esses legumes sobre a camada de cebola+alho, salgar e jogar as folhas de manjericão picadas por ci
ma.

Cortar a pele do peixe, salgar e temperar com as ervas. Dispor o peixe na vasilha sobre os legumes, jogar o vinho branco, azeite e suco de limão por cima. Levar ao forno pré-aquecido a 200° durante 30 minutos, cobrir com papel alumínio no meio do cozimento. Acompanhar com batatas assadas.

Escolhi um vinho branco provençal pra acompanhar a receita, Château de Montaurone, um Coteaux d'Aix-en-Provence, mas acho que um vinho branco da cidade de Cassis também é uma ótima sugestão de acompanhamento (todos perceberam minha paixão mais que declarada por Cassis e Baux-de-Provence?) As fotos foram feitas só com celular, desculpem se a qualidade não é tão boa. Bon appétit !


18/04/2013

Imperdível em Baux-de-Provence: Carrières de Lumières


Português/Français

O vilarejo de Baux-de-Provence é tido como um dos mais belos da França e é uma visita que sempre tentamos incluir no roteiro dos nossos hóspedes porque é um lugar que muito nos agrada, seja por sua paisagem impressionante, seja pelas ruínas de séculos de história, seja pela beleza do artesanato comercializado, ou tudo isso combinado, com um toque de vento mistral pra entrar no espírito da Provença (não teve um hóspede que teve a sorte de conhecer a cidade sem o vento). Já contei um pouco mais sobre o vilarejo neste post, e sobre os espetáculos realizados no Castelo neste post, mas ainda me faltava visitar uma atração muito bem reputada na cidade: as Carrières de Lumières.

Trata-se da antiga mina de extração de bauxita (Baux vem de bauxita) e calcáreo que foi usado na construção do castelo e do vilarejo, situada no Vale do Inferno, paisagem que inspirou a descrição feita por Dante do inferno na Divina Comédia. Na década de 1930, com o crescimento da comercialização de matéria-prima alternativa ao calcáreo, a exploração teve fim, mas tempos depois o lugar chamou atenção de Jean Cocteau, que decide filmar no local "O testamento de Orfeu". Uma exposição permanente, com projeção de trechos do filme e entrevista com o cineasta pode ser vista no local - pena que o filme seja em francês sem legendas, mas vale atentar às imagens, até Picasso topou ser ator.

Le village des Baux-de-Provence, l'un des plus beaux de France, c'est une visite à laquelle nous amenons tous ceux qui viennent passer quelque temps chez nous et ceci parce qu'il s'agit d'un endroit que nous tenons à cœur, qu'il soit par la beauté du paysage qui l'entoure, soit par l'histoire raconté à travers les ruines, soit par la délicatesse de l'artisanat commercialisé  ou tout cela combiné, avec une touche de mistral qui est au rendez-vous à chaque fois qu'on y va. À force de tant y aller, nous avons déjà nos petites préférences, mais il nous manquait une chose à voir : les Carrières de Lumières. 

Les anciennes carrières d'où l'on a extrait les pierres utilisées pour bâtir le château et la citadelle autour se situent au coeur du Val d'Enfer et les activités d'exploitation ont cessée dans les années 1930, mais quelque temps plus tard Jean Cocteau décide d'y tourner son film "Le testament d'Orphée", et l'oeuvre de ce réalisateur est aujourd'hui mise en valeur dans un espace au sein des Carrières (dommage que le film n'ait pas de sous-titres en anglais pour que le touristes puisse eux aussi apprendre un petit peu de l'histoire du film et l'intérêt de Cocteau par les carrières).


Mas foi o cenógrafo Joseph Svoboda quem teve a ideia da projeção de imagens nas paredes que chegam à medir 14 metros de altura, e desde a década de 1970 o lugar é usado como palco de espetáculos visuais, sendo que em 2011 houve uma mudança na administração, e acabamos por "deixar pra depois" nossa visita. Exatos três anos depois da nossa chegada, a oportunidade surgiu: amigos vieram nos visitar, e Baux era destino obrigatório no roteiro que pensamos pra eles - não dá pra não levar amigos apaixonados por RPG em cidades medievais. Junte-se à isso o fato de o espetáculo do ano  evocar no título a projeção de obras de artistas impressionistas, dentre outros, temos um prato cheio pra visita ser maravilhosa.

"Monet, Renoir...Chagall. Voyages en Méditerranée" - Viagens ao Mediterrâneo - traz obras de artistas de diversos estilos, do impressionismo à modernidade, que retrataram paisagens na região mediterrânea. Não se trata apenas da projeção de quadros em paredes imensas: quando uso a palavra espetáculo, não é um exagero, realmente assistimos à uma combinação de projeção de imagens cuidadosamente escolhidas e trabalhadas, com detalhes que ganham vida nas animações criadas, combinadas à uma trilha sonora à altura. São 40 minutos de apresentação, durante a qual podemos transitar entre as galerias sem perigo de não ver uma ou outra obra, porque a projeção é simultânea nas diversas paredes, e os detalhes ganham um relevo interessante nas formas esculpidas pelos traços da exploração no calcáreo. O espetáculo faz parte da série organizada durante o ano Marselha Capital Europeia da Cultura 2013.



Mais c'est au scénographe Joseph Svoboda à qui l'on doit le crédit des premières projections d'images sur les murs qui peuvent atteindre jusqu'à 14 mètres d'hauteur, et depuis les années 1970 les carrières accueillent ce genre de spectacle. En 2011 l'administration du site a changé, et nous avons fini par attendre que tout s'arrange pour visiter... et nous avons ainsi fini par louper l'expo de l'an dernier sur Van Gogh et Gauguin, dommage. Mais cette année, pas moyen de rater l'opportunité, et nous avons profité du fait que des amis nous ont rejoint pour leur faire découvrir et le village avec son château, et les carrières avec son spectacle dans le cadre de Marseille Capitale Européenne de la Culture 2013.


"Monet, Renoir...Chagall. Voyages en Méditerranée" nous présente les registres sur les toiles des impressions des artistes pendant leur séjour dans le Midi, de l’impressionnisme à la modernité. Plus que des simples projections d'images, il s'agit d'un véritable spectacle où lumière et son ne font qu'un pour nous transporter dans les toiles qui gagnent vie avec les animations soigneusement choisies. La présentation dure 40 minutes environ et pendant tout le long du spectacle nous sommes invités à nous promener entre les carrières, comme si nous étions vraisemblablement dans chaque tableau. Les 7 séquences du spectacle ne sont pas choisies au hasard: tout commence au Vieux Port à Marseille, de Vernet, en passant par Monet et Renoir avec leur registre à chacun de la lumière du Midi ainsi que de ses paysages, suite à cela nous sommes conduits de Paris à Marseille avec l'arrivé du train en 1857, fait qui facilite le déplacement des artistes et augmente leurs séjours dans le Midi et apporte une grande influence sur leurs tableaux. Ensuite nous pouvons apprécier les fauves, suivis par Bonnard, Dufy et Chagall pour clôturer. Comme les photos et vidéos sont interdites pendant le spectacle, je vous invite à jeter un coup d'oeil au site pour avoir une idée de ce qui se passe.

A apresentação é dividida em 7 sequências:
1- O prólogo em Marselha, com o quadro de Joseph Vernet retratando o Porto Velho no século XVIII;
2- Impressionismo: Monet e Renoir vieram se inspirar nas luzes e paisagens mediterrâneas entre 1883 e 1888;
3- Luzes do Mediterrâneo: em 1857 Paris e Marselha foram ligadas pelo trem, facilitando assim as viagens. Há 3 anos me encanto com a luz da região, e entendo perfeitamente por que muitos artistas vieram passar temporadas por aqui, buscando renovar suas obras;
4- As feras: os pintores do fauvismo também marcaram as telas com paisagens coloridas às margens do calmo mar;
5- Pierre Bonnard: suas pinturas que retratam pessoas no cotidiano do Midi foi uma agradável descoberta. O museu dedicado ao artista em Cannet foi inaugurado em 2011;
6- Raoul Dufy: a utilização de cores vibrantes em suas pinturas deu ainda mais vida à cenas mediterrâneas, como a noite na Promenade des Anglais, em Nice;
7- Marc Chagall: encerrando a apresentação, os quadros de Chagall retratam a paisagem com um quê de sonho e muitas cores.

Como fotos e vídeos não são permitidos durante a apresentação, vale visitar o site dedicado ao espetáculo que será apresentado até 5 de janeiro de 2014.




Informações práticas:

Estacionamento em Baux-de-Provence: 5€ (tarifa única). As Carrières ficam a poucos metros de caminhada da entrada do estacionamento, basta seguir as indicações na estrada. Cuidado ao atravessar, e em determinado ponto do caminho não tem passeio, devemos andar no acostamento da estrada, mas os carros circulam a baixa velocidade e respeitam o grande fluxo de pedestres.

Bilhetes para as Carrières de Lumières podem ser adquiridos diretamente no site da bilheteria online e impressos em casa. Se preferir o bilhete combinado (Carrières + Castelo de Baux) a compra deve ser feita na bilheteria no local. 

- Tarifa (visita unicamente das Carrières de Lumières): tarifa inteira 9,50€/ tarifa reduzida: 7,50€
Optamos pela tarifa combinada Castelo + Carrières e os preços são: tarifa inteira 14,50€ e tarifa reduzida 11€ (estudantes/crianças entre 7 e 17 anos). Existem tarifas especiais para famílias: entrada gratuita para a segunda criança entre 7 e 17 anos (dois adultos e uma criança pagam). Também existe um espaço especial com tarifas diferenciadas para grupos.

 Infos pratiques:

Les billets pour les Carrières de Lumières (ou le Château des Baux) sont vendus en ligne. Les billets combinés (Château+Carrières) sont vendus uniquement sur place.
Carrières: Plein tarif 9,50€, tarif réduit 7,50€ (enfants entre 7 et 17 ans, étudiants, demandeurs d'emploi, porteurs du Pass Education) Familles: 2e enfant gratuit (2 adultes et 1 enfant payant). Gratuit pour les moyens de 7 ans.
Billet combiné Carrières+Château: plein tarif 14,50€, tarif réduit 11€



09/04/2013

7 lugares imperdíveis em Bocas del Toro



Parada pra abastecer o barco
Isla Cólon vista do barco

Dos quatro dias que passamos em Bocas del Toro, dedicamos 3 para conhecer as maravilhas naturais que o arquipélago tem para nos encantar, e encantados ficamos tão logo sobrevoamos pela primeira vez as águas maravilhosamente azuis do mar caribenho. Todos os passeios foram feitos de barco, alguns porque era o único meio de transporte possível para chegar aos destinos, que ficam nas outras ilhas do arquipélago, e outros podem ser feitos de táxi ou van e o valor por pessoa é menor, ideial pra quem viaja com orçamento mais enxuto. Os barqueiros são todos cadastrados, e os passeios podem ser reservados diretamente no atendimento turístico, que fica ao lado da polícia, na Calle 1a. Pro primeiro passeio pagamos 12 dólares por pessoa porque o preço tinha sido combinado antes, foram dois barcos cheios (15 pessoas em cada), e os demais passeios reservamos direto no hotel e foi um pouco mais caro, 25 dólares por pessoa, mas como nos hospedamos longe do centro nesses dias, optamos por pagar um pouco mais caro ao invés de ir até o centro pra escolher os passeios. O pagamento deve ser feito em espécie, cartões de crédito não são aceitos. Os itinerários podem ser combinados no momento da reserva (ideal quando o grupo é grande), ou pode-se escolher um dos itinerários propostos, mas é certo que é possível conhecer muita coisa em três dias como fizemos. Se o tempo de estadia for maior, vale explorar outras ilhas do arquipélago.



Cayo Zapatilla

O primeiro passeio tinha sido organizado pelos noivos e estava marcado para o dia seguinte à chegada de todos os convidados na ilha, e teve como destino Cayo Zapatilla, uma pequena ilha mais afastada e que integra o Parque Nacional de Bastimentos, reserva de proteção natural de tartarugas. Não marquei quanto tempo o barco levou pra chegar à ilha porque deixei o relógio no hotel, e lá ele ficou até o fim da viagem. O tempo corre em outro ritmo quando se está no Caribe, e só nos preocupamos com horário no dia de voltar, porque não poderíamos perder o voo.




Enfim, o passeio até Cayo Zapatilla é mágico, mesmo com a presença de muitas nuvens no céu (que nele ficaram até que o sol foi mais perservarante e deu o ar da graça), a vegetação é tanta que num determinado momento me senti totalmente desligada de todo e qualquer vestígio de civilização, como se só existisse o barco, o mar e tudo em volta, e eu via tudo aquilo desfilar na minha frente como se assistisse a um filme. Por um momento, desejei que Colombo não tivesse chegado nas Américas, que elas tivessem ficado intactas, como um santuário. E alguns pontos parecem ter ficado assim, bancos de areia cobertos por vegetação onde só a fauna sabe o que existe. Chegando em Cayo Zapatilla, um aviso indica que trata-se de área de preservação ambiental e local de reprodução de tartarugas, mas acho que alguns frequentadores não levantaram os olhos pra ler o aviso, pois logo ao lado muito lixo tinha sido deixado, uma pena. Cayo Zapatilla ficou marcado como sendo meu primeiro banho em águas caribenhas, águas de um azul estonteante, mas também aquele tapa na cara pro estrago que fazemos ao conhecermos pequenos pedaços do paraíso achando que a limpeza urbana vem atrás apagar nossos traços.

Isla Pájaros

Nosso segundo roteiro de barco foi feito no domingo e visitamos três destinos em companhia de um simpático casal de argentinos, únicos passageiros no barco além de nós cinco (Bernardo, eu, os sogros e Fabrício, amigo de infância de Bernardo). O itinerário escolhido tinha três pontos de parada : Isla Pájaros, Bocas del Drago e a Praia das Estrelas, e foi escolhido depois de uma conversa com outro barqueiro em Cayo Zapatilla, que nos explicava sobre a região, e uma coisa muito intrigava desde que cheguei no lugar : a origem no nome Bocas del Toro. Parti de um óbvio que é meu referencial (moramos no departamento Bouches-du-Rhône, ou Bocas do Ródano, o rio de deságua no mediterrâneo aqui na região), mas não tem nada de rio, e sim uma pedra que, vista das caravelas, tinha a forma de um touro, e quando por ela o vento passava, fazia o som do touro. A tal pedra, é Isla Pájaros.



Neste dia fomos mimados pelo barqueiro, que nos explicava cada gota d'água que víamos ao redor, mostrava as tartarugas que apontavam a cabeça pra fora d'água (não consegui ver nenhuma, lerda que sou) e conversou com pescadores de lagosta que nos mostraram o que tinham pescado até então, mergulhando 15 metros em apneia, ou seja, no fôlego do peito. Mais tarde descobrimos que aqueles pescadores eram os fornecedores do restaurante onde almoçamos, e aquelas lagostas seriam ali servidas no dia mesmo ou no dia seguinte, sendo vendidas ao restaurante por 4 lares a libra.

Ao nos aproximarmos da Ilha Pájaros, a mesma sensação que tive no passeio a Cayo Zapatilla me invadiu, aquela sensação de que o mundo é só aquilo que está diante dos olhos e isso basta. Os únicos habitantes da ilha e únicos autorizados a tocar seu solo, os pássaros, vivem numa harmonia invejável. O sogro sabia o nome de todos e ensinou ao barqueiro que desconhecia : atobás... As águas cristalinas ao nosso redor e em tons de azuis fascinantes em torno da pedra completavam o quadro paradisíaco. E qualquer palavra que eu tente usar pra descrever vai ser insuficiente diante da beleza do lugar.






Bocas del Drago

Nossa segunda parada no passeio é também onde almoçamos, e pode ser acessada de táxi/van pois fica na própria Isla Cólon (a mesma onde fica o aeroporto de Bocas). A praia tem águas que já tentei descrever e não consigo, só vendo. Temperatura perfeita pra relaxar na água e ter a sensação de nadar no céu. Peixes nadando em torno dos nossos pés completam o quadro marinho, e redes estendidas sob as árvores convidam a deitar e... carpe diem. Já chegamos direto no ancoradouro do restaurante e encontramos os noivos e mais convidados do casamento. Por lá ficamos, e o almoço foi classificado como a « melhor lagosta que já comi na vida » pela sogra (confirmo porque experimentei), o melhor peixe que o marido comeu e os camarões mais lindos e saborosos que comi, tudo isso por um preço de cair o queixo (só o camarão, gigantesco, foi 30 dólares, e valeu cada centavo).

Chegando em Bocas del Drago

Identifique os gringos (mesmo nós temos "bronzeado" de gringo)



Pescado (corvina) que os meninos pediram, delicioso!


Chegando da pesca

O restaurante onde almoçamos em Bocas del Drago



Playa de las Estrellas

A terceira e última parada do passeio também pode ser feita à pé, numa caminhada à beira mar de cerca de 20 minutos, o que todos fizeram, menos eu, que fiquei boiando (literalmente) e aproveitei pra fotografar as gaivotas. A praia tem esse nome por sr habitada por centenas de estrelas do mar, e um aviso nos previne de não toca-las. O barqueiro me deu o tempo que quisesse pra apreciar e fotografar as lindezas, e como ele sabia que eu tinha sido a única a não ir à pé pra praia perguntou se queríamos aproveitar o tempo pra nadar mais um pouco, mas preferimos seguir de volta pro hotel.




Baía dos Golfinhos

Se você está no paraíso, deve ver os seres do paraíso. Foi assim que começou nosso terceiro passeio, feito numa segunda feira, com barco lotado, incrivelmente. Nada nessa viagem me deixou mais emocionada (além do casamento) que o momento que vi os golfinhos se exibindo pros vários turistas dos barcos que os aguardavam na Baía. O barqueiro chega com calma e pára, e nos deixa tempo mais que suficiente pra apreciarmos, maravilhados, o espetáculo que os golfinhos nos oferecem. Fiz algumas fotos e um videozinho bem curtinho, mas a maior lembrança está mesmo na minha memória, e só de fechar os olhos tenho o filme perfeito dos golfinhos saltando e nadando em torno dos barcos, algo inesquecível que encantou a todos no barco.

 






Cayo Coral

Em setembro de 2012 fizemos o batismo de mergulho, momento que foi antecedido de muitas dúvidas e hesitações de minha parte, tomada de um medo sem fundamentos que eu estava antes mesmo de me lançar na tentativa, apesar de fazermos snorkel regularmente no verão por aqui. No momento que submergi, as dúvidas e medos ficaram na superfície, e entrei em contato com o maravilhoso mundo submarino que os aquários nos dão apenas uma amostra. Sim, aquários falham em nos proporcionar a sensação de plenitude encontrada somente quando estamos submersos escutando o ruído delicioso do mundo aquático. E foi durante essa experiência que eu tive certeza de que o paraíso está debaixo d'água. Não fizemos mergulho em Bocas del Toro, mas pudemos fazer snorkel em Cayo Coral, lugar que pra mim é o Jardim do Éden submarino. As fotos foram tiradas pelo André, o digníssimo noivo, que gentilmente permitiu sua publicação aqui. Porque o paraíso também se compartilha.
O barco nos leva primeiro ao restaurante, onde fazemos o pedido do prato (pedi carne de lagosta, 14 dólares, pagamento somente em espécie) e em seguida nos leva ao ponto onde podemos mergulhar.


Foto: www.eelvision.com

Foto: www.eelvision.com

Foto: www.eelvision.com

Foto: www.eelvision.com

Foto: www.eelvision.com

Playa Raña Roja

Nossa última parada nesse derradeiro passeio foi a praia da rã vermelha, pequeno batráquio de cor forte e pintas pretas que só vimos mesmo na foto, porque ele não fica desfilando por ali e é relativamente difícil de ser encontrado – e quando é encontrado, uma criança local faz questão de vir mostra-lo aos turistas ávidos por vê-lo, turistas que fotografam o animalzinho contido pela criança em troca de uma mísera moedinha de 1 dólar. Mas fomos recebidos por uma preguiça que tentava, em seus movimentos de bailarina dos galhos tropicais, encontrar a posição perfeita pra se dependurar num galho qualquer da árvore onde estava. Depois de pagarmos 3 dólares por pessoa de entrada (trata-se de propriedade privada) caminhamos até a praia, mas fiquem sabendo vocês que uma pickup faz o trajeto. Descobrimos que é pra lá que iam todos os surfistas que desembarcaram com suas pranchas no aeroporto, porque nas demais praias onda é acontecimento raro. Ficamos menos tempo que nosso companheiros de barco porque tivemos de regressar mais cedo pro hotel e seguir rumo ao aeroporto, porque nossa estadia no paraíso infelizmente tinha horário pra terminar.

Desejo que todos tenham um amigo que se case no Caribe.