12 de nov de 2010

Casamento: os preparativos

Além de matar um pouco a saudade de família e amigos, a viagem ao Brasil tinha um objetivo definido e programado desde antes da nossa mudança pra França, que era a ceriùonia religiosa do nosso casamento. Em tempo: casamos no civil em outubro de 2008 por conta dos trâmites burocráticos da expatriação, que até então seria pros Estado Unidos, mas que não exigiam casamento a menos que a pessoa que acompanhasse (no caso, eu) o engenheiro (no caso, Bernardo) quisesse acompanha-lo na viagem de visita ao local onde seria mandado. Casamos rapidinho na época, veio a crise e não fomos pros Estados Unidos, mas quem era enviado pra França era aconselhado a oficializar a união estável ou o namoro pra ter direitos diferenciados. Enfim, naquela época decidimos que não haveria nada além do casamento civil.

Até que um belo dia recebemos um álbum com nossas fotos do casamento, tiradas em várias câmeras, e nos deparamos com uma realidade impensada: fizemos tudo ali, entre pouquíssimos membros das famílias, e sentimos falta de uma imensidão de pessoas igualmente importantes pra nós, mas que por conta de uma restrição de espaço físico não puderam estar ali conosco. Decidimos então partir pra uma celebração mais ampla do nosso casamento.


Planeja daqui, visita salão dali, quase tem um infarto fulminante com os orçamentos, percebe que não vai dar tempo de fazer tudo até fevereiro de 2009 e foi assim que acabamos decidindo pela cerimônia religiosa, na igreja, algo impensado no início, mas que nos pareceu extremamente simples e viável, sem falar no quesito "estresse materno", já que as mães seriam encarregadas de levar os documentos à igreja e resolver essas pendências burocráticas. Decidimos não fazer recepção ou festa, mas cumprimentar os presentes na porta da igreja mesmo, distribuir umas guloseimas ali e partir pro buteco em seguida. E foi com esse plano na mala que partimos pra França.

Uma das primeiras providências que tomei foi deixar a data marcada na igreja e os documentos entregues, pra dar o menor trabalho possível pra minha mãe. Chegamos na França e fui logo procurar as linhas de crochê pra fazer meu vestido, trabalho que me ocuparia pelos próximos meses. O modelo eu já sabia como seria, e o padrão também já tinha escolhido, então era comprar a matéria prima e por a mão na massa. Devo ter gastado uns cinco meses pra fazer todo o vestido, mas fiquei tempos sem tecer, e no final foi quando me empenhei mais, e não tive como contabilizar quantas horas gastava pra fazer uma parte importante. O mais fácil foi o top, me tomos pouco tempo, mas a saia me consumiu uns bons meses de trabalho, e quando chegamos no verão diminui bastante o ritmo e me dei conta de que deveria ter feito com mais frequência, porque a saia não tinha ainda quinze centímetros, e ela deveria medir oitenta em pouco menos de três meses...

Quanto ao processo do casamento, que pensávamos estar encaminhado, descobrimos logo depois que os últimos documentos foram entregues que teríamos de dar entrada no processo em uma igreja na França, o que deixou minha mãe estressada, e a mim também, porque pensava que tudo estava certo. Enfim, localizei a igreja mais próxima, expliquei a situação pro padre, que resistiu um pouco mas depois acabou aceitando, porque na França a preparação pro casamento acontece a partir de novembro e dura até o verão do ano seguinte, quando os casamentos são mais frequentemente celebrados. Ele disse que se fôssemos nos casar na França, dado o pouco tempo entre preparação e celebração, seria impossível, mas como o casamento seria no Brasil ele iria fazer nossa preparação, que consistiu em cinco encontros de mais ou menos uma hora e meia e que foram extremamente enriquecedores pra gente.


Um mês antes da data marcada pro casamento o processo tinha ficado pronto, e foi então enviado pra arquidiocese em Belo Horizonte, e daí encaminhado pra igreja onde estava marcada a cerimônia. Com a parte burocrática resolvida, fiquei mais tranquila e terminei rapidinho o vestido, faltava mandar fazer o forro e a faixa da cintura, que seriam feitos no Brasil. Sapato já tinha sido comprado no verão, porque depois pra encontrar do modelo que eu queria seria difícil, já que as botas começariam a dominar as vitrines das sapatarias. Compramos o terno do Bernardo duas semanas antes da viagem, e providenciamos os detalhes finais, como ajustes e gravata, já no Brasil.

Até então, a única coisa que poderia dar errado seria não recebermos nossa bagagem no desembarque no Brasil, o que felizmente não aconteceu. Fomos felizes nos reunir com amigos e familiares pra matar um pouco a saudade e esperar o grande dia...

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Tem dúvidas, sugestões ou informações complementares? Este é seu espaço! Sua dúvida pode ser a de outros, e suas sugestões certamente ajudarão outros leitores!
Comentários sem relação ao post, links de propaganda ou conteúdo ofensivos não serão publicados.