26 de ago de 2011

Rio de Janeiro


E as férias chegaram ao fim... Bom, pelo menos a viagem de férias ao Brasil, ou melhor, a visita relâmpago que fizemos à terrinha e que teve um saldo espetacular: quase 4 horas de atrasos nos voos (sem mencionar as mudanças de horario, que nos custaram um dia no Rio de Janeiro), 4 cidades em 18 dias (sendo 3 litorâneas!!), dois casamentos, uma formatura e o aniversário da minha querida mãe, um reencontro 11 anos depois com a querida Camila do Sim, Senhorita, churrasco relâmpago pra rever amigos, e na hora da despedida dizer: Até ano que vem! E dessa vez fomos sem o estresse do ano passado, com os preparativos pro nosso casamento!

Já no aeroporto de Marseille, Bernardo entra no clima tropical
E a primeira parada foi no Rio de Janeiro. Se o Rio não é mais a capital da república, merece o título de capital da beleza. Quando programamos nossa ida ao Brasil, tínhamos sido convidados pra ser padrinhos de casamento lá, então programamos a parada na capital fluminense. A ideia era chegar cedinho na véspera do casamento, passear um pouco pela cidade e descansar no fim do dia, pra carregar as baterias pro casório no dia seguinte. E o pessoal de manutenção da Air France faz greve uma semana antes da nossa partida, e muda nossos planos de chegada, e com risco até de chegarmos em cima do hora e perder o enlace! Chegamos mais de 15 horas depois do horário inicialmente previsto, mas chegamos sem outros problemas. Fui morrendo de medo de ter de enfrentar algum tipo de dificuldade pra entrar com a Luna no Brasil, mesmo tendo toda a documentação dela em ordem. Mas deu tudo certo! Às 23 horas estávamos com nossa mala (felizmente!!) e fomos procurar o ônibus pro Leblon e... o último tinha acabado de partir, como fui informada, com a maior vontade do mundo, pelo pessoal da empresa Real (alô treinamento de serviços! A Copa do Mundo manda lembranças!).

Leblon. A cara de sono é culpa do fuso horário.
Lula e Zózimo são melhores amigos!
Nada de ônibus, vamos de táxi. As 11 horas de voo com turbulências entre Paris e Rio me estressaram menos que os pouco mais de 20 minutos de táxi entre o Galeão e o Leblon. Juro que não consegui tirar os olhos do velocímetro do táxi e me perguntava se o limite de velocidade na linha vermelha era 130km/h. Quando chegamos na Delfim Moreira, comecei a respirar porque sabia que a tortura automobilística estava chegando ao fim. E lá, no nosso destino, fomos recebidos pelos sogros, que nos surpreenderam (já virou tradição de família!) e aproveitaram pra conhecer um pouquinho do Rio. Seriam 3 dias que ficaríamos lá, mas foram 2. Com direito a um casório lindo no primeiro, corridinha no calçadão do Leblon (momento mais novela de Manoel Carlos da viagem), trombar em uns dois globais que não sei o nome, visitar minha tia bisavó de 89 anos queridíssima, passear no Jardim Botânico e tomar café da manhã numa cobertura show com vista pro mar... Ah, o que dizer da Cidade Maravilhosa? Tantos clichês já foram criados pra enaltecer a beleza da cidade que não preciso listar aqui.

Mas algumas coisas me assusturam, como a velocidade que os motoristas de táxis dirigem, a falta de informação clara e visível no metrô e nos lugares turísticos. Sinais minúsculos de aviso do que é permitido ou proibido, colocados em lugares quase escondidos, não ajudam muito a informar ninguém, não é? Tomara que isso não seja um problema quando formos receber a Copa do Mundo... Como ficamos pouco tempo no Rio e tivemos o casamento na tarde de bado, o Jardim Botânico foi o ponto turítico da vez, passeio de domingo. Ao atravessar os portões do jardim, a sensação que tive é de fazer uma viagem no tempo e no espaço. Dentro desse lugar mágico, a gente esquece que está na segunda maior metrópole do Brasil, e no século XXI. As palmeiras imperiais, as carpas imensas, os liquens em todas as árvores do jardim, os esquilos (!!) pulando pela grama... Pode querer morar no jardim japonês? Apesar de o dia estar nublado e o Cristo ter ficado um pouco escondido pelas nuvens, é muito bom dar um olhada pra cima de vez em quando e ver essa imagem linda no alto do Corcovado enquanto passeamos pelo jardim.

Jardim Botânico
Ipanema e Copacabana ficaram pra ser vistas de dentro do táxi, no caminho até o aeroporto Santos Dumont, e o Cristo já tinha sido visitado em outra ocasião. Pão de Açúcar, o de padaria mesmo, porque pagar 53 reais por pessoa pra andar no bondinho, nem pensar! Por esse preço dá pra visitar o topo da torre Eiffel mais o Arco do Triunfo, ou então a torre, a cripta arqueológica e o campanário da Notre-Dame de Paris (sou estudante, pago tarifa reduzida!), ou ainda pegar o barquinho e visitar o Château d'If em Marseille e sobra um troco pra um refrigerante. Esse foi o primeiro choque financeiro que tivemos nesta segunda visita ao Brasil.

Jardim Botânico com direito à fotinho romântica
O motorista que nos levou ao aeroporto no dia do embarque pra Belo Horizonte não estava com o pai na forca nem tinha delírios de ser o Schumacher, o que nos proporcionou uma bela vista da orla de Ipanema e Copacabana, atentando bem ao momento em que entramos nesta última, aquele momento mágico de estar na praia mais famosa do mundo, de ver aquele calçadão de pedras portuguesas dispostas formando ondas, as esculturas de areia, o Copacabana Palace... Tudo é lindo! Mas em pouco tempo o capítulo da novela do Maneco chegou ao fim, e saimos de um Rio de Janeiro lindo com temperatura mega agradável (entre 25° e 30°, com ventinho!), pra pousar em Belo Horizonte, a fornalha das Gerais...

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