18 de nov de 2014

Mini-roteiro de Göteborg, a segunda maior cidade da Suécia


Nossa viagem de férias pelo norte europeu teve início na Suécia, mais exatamente na segunda maior cidade do país: Göteborg. O roteiro pra viagem estava praticamente todo fechado, com as atrações a serem visitadas listadinhas, quando me dei conta que não tinha pesquisado absolutamente nada sobre nosso destino inicial. Quando abri o site do turismo da cidade pra saber quais monumentos e atrações poderiam nos interessar, vi que durante a semana da nossa chegada aconteceria na cidade o festival de verão, com animações musicais e feira gastronômica em vários pontos da cidade, e ficou fácil decidir o que iríamos fazer por lá: flanar e curtir o verão sueco.





Nossa chegada aconteceu entre vaquinhas e casinhas de madeira vermelhas com janelas brancas, no aeroporto Göteborg City, de onde seguimos de ônibus até o terminal rodoviário da cidade. Ao longo dos cerca de 20 minutos que durou o trajeto, pudemos contemplar ainda mais fazendinhas de madeira, vaquinhas que pastavam calmamente e imensos rolos de feno espalhados por grandes campos de trigo colhido recentemente, ou que ainda aguardavam a colheita. Pouco a pouco, a paisagem campestre deu lugar a grandes galpões que abrigam centros comerciais, e tão logo o primeiro Ikea se fez visível no nosso caminho, sabia que não tardaria a chegar no nosso destino.

Em pouco tempo, o ônibus cruzou uma grande ponte sobre um canal ao longo do qual vários barcos e navios estavam ancorados, e estacionou no Terminal Rodoviário Nils Ericsson, nosso ponto de chegada. Dali, caminhamos em direção ao Trädgårdsföreningen, um parque que se estende ao longo de um canal por onde vez ou outra passavam barquinhos ou caiaques, e seguimos rumo ao nosso hotel, pra deixarmos as mochilas e poder flanar tranquilamente pelas ruas e descobrir o festival de verão da cidade. O parque já estava movimentado, com crianças e famílias aproveitando as atividades propostas, uma delas era a confecção de tapete trançado, que tanto me lembra minha infância, pois na casa das minhas avós esse tipo de tapete era de praxe.



Depois de atravessarmos o parque, chegamos na Kungsportsavenyen, a avenida que liga diretamente a prefeitura ao museu da cidade, repleta de restaurantes. No fim da avenida, a Götaplatsen, praça onde se encontra o museu, a ópera, o teatro e o centro Hasselblad, e que é ornamentada com uma imensa estátua de Poseidon, ao lado da qual um palco estava preparado para o festival logo mais. Nosso hotel ficava a poucos quarteirões da praça, então deixamos nossas mochilas lá e em seguida fomos explorar a cidade. 

Nossa caminhada pela cidade durou cerca de duas horas : andamos sem roteiro definido, seguindo primeiro em direção à Götaplatsen, onde paramos alguns instantes pra contemplar o lugar. Dali, seguimos por uma escadinha à direita do museu, que contornamos e continuamos caminhando por uma rua cheia de casinhas parecendo de boneca. Alguns minutos de caminhada depois, chegamos novamente numa escadaria, que descemos. Foi quando chegamos num jardim com um laguinho no meio, ao lado de um dos prédios da Universidade de Göteborg, e ali ficamos alguns instantes a admirar os patinhos romperem a tranquilidade aparente das águas do laguinho, fazendo as vitórias-régias dançarem lentamente.
 




A caminhada continuou, e chegamos numa grande avenida, atraídos pela vista de uma roda gigante e um dinossauro – um braquiossauro, como precisou Bernardo. Estávamos diante do Universeum, um centro dedicado à ciência e aberto ao público de todas as idades. A roda gigante e os demais brinquedos pertencem ao parque de diversões Liseberg, o maior da Escandinávia, que recebe cerca de três milhões de visitantes por ano. Continuamos nossa caminhada rumo à entrada do parque, e de lá decidimos que seria hora de andar de volta em direção ao centro, mas passamos por um caminho diferente do que fizemos da ida.
 
Passamos por um calmo bairro residencial cheio de charmosas casinhas de madeira, onde vimos também um dos poucos exemplares de igrejas de madeira que não pereceu num dos inúmeros incêndios que assolaram o continente europeu em séculos passados. O fim da nossa caminhada nos levou naturalmente ao nosso ponto de partida, mais precisamente à principal atraçao da cidade naquela semana: o festival de verao, onde encontramos uma grande variedade de comidinhas de feira - inclusive uma barraca com comida brasileira, com direito à feijoada e coxinhas - e também apresentaçoes musicais, e aproveitamos o restante do dia por ali.

No dia seguinte nosso ônibus pra Oslo sairia às 12h, o que nos deu tempo de caminhar pelos lados da prefeitura, numa praça onde acontecia uma feira de produtos de todo o mundo - até os sabonetes provençais encontramos por la - e ainda tivemos tempo de esticar a caminhada até o porto, onde fica a opera de Göteborg e uma atraçao onde podemos visitar o interior dos barcos, civis e militares - mas que nao visitamos por conta do horario de saida do nosso ônibus. Achamos Göteborg uma cidade bem charmosa, que nos passou uma primeira impressao bem favoravel da Suécia. Veja abaixo onde nos hospedamos na cidade.
 








Nosso hotel em Göteborg foi escolhido considerando três fatores: localizaçao - de preferência perto do terminal rodoviario - preço e conforto. A ideia da viagem era de conhecer a Escandinavia sem arruinar o bolso, mas sem dormir na rua também, entao consideramos os albergues como opçao de hospedagem, e encaramos os banheiros compartilhados, que nao sao empecilho pra nos. Assim, escolhemos o *Le Mat B&B Göteborg City*, que tem excelente localizaçao, café da manha incluso no valor da diaria, e uma boa nota do Booking. Nosso quarto estava pronto antes do horario do check-in, e pudemos deixar nossos pertences la antes de sair pra conhecer a cidade. O café da manha foi bem servido - adoro os paes suecos, que parecem biscoitos - e os banheiros estavam limpos. Nosso quarto dava pra rua, mas nao ouvimos barulho, mesmo estando a uma quadra de uma avenida movimentada.


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