Marseille

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Eternizada por Alexandre Dumas em « O conde de Monte Cristo », velada dia e noite por Notre-Dame de la Garde e com vinte e seis séculos de história, Marseille é a cidade mais antiga da França e segunda mais populosa, multicultural desde seu nascimento. Conhecida como cidade focense, em alusão aos então gregos provenientes da região da Foceia, hoje parte da Turquia, dizem que a filha do chefe celta teria de escolher um pretende dentre os príncipes e herdeiros que lhe foram apresentados, e escolheu o focense recém-chegado como marido.

Lendas à parte, nossa primeira ida à Marseille foi durante a segunda feira de Páscoa (o feriado aqui é na segunda feira) com a Aline, que nos guiou pela orla da cidade, mostrando desde as mansões dos jogadores de futebol do Olympique e chegando no Vieux Port, palco da chegada de Edmond Dantes no romande de Dumas, e de onde temos uma vista privilegiada do mediterrâneo e das ilhas d’If e Frioul, além da Catedral Notre-Dame de la Garde, que pode ser vista de praticamente todos os pontos da cidade.

Marseille, vista à partir do Château d’If
Tivemos algumas oportunidades de retornar à Marseille, algumas vezes por obrigação face aos procedimentos burocráticos de imigração, e outras para fazer compras ou turismo, mas por incrível que pareça, ainda não fomos à catedral. Explico: pra quem morava em Belo Horizonte e quase tinha um ataque de nervos ao sair de carro, fazer o mesmo em Marseille é igualmente estressante, uma vez que a cidade tem o tráfego pior que Paris, sem falar no exercício de paciência digno de monges que é procurar vagas na cidade, mesmo nos estacionamentos subterrâneos. Assim, nossos passeios acabaram rápido, e a igreja foi deixada pra uma próxima visita.

Mas um ponto não poderia ser deixado pra ser conhecido depois do verão, e é o belo Château d’If, um forte construído pra indicar que a cidade não estava abandonada e era bem guardada também pelos mares. De forte a prisão, de onde somente o fictício Edmond Dantes foi capaz de escapar, o passeio de barco que nos leva ao Château e a descoberta de seu interior são inesquecíveis, bem como o azul turquesa do mar que banha a ilha. 
Notre-Dame de la Garde
Vista dali, Marseille deixa de ser uma cidade agitada e movimentada, e vira uma paisagem bela de se contemplar, um cartão postal ao vivo que enche os olhos e o coração, uma cidade que é orgulho de seus moradores, os nascidos ali e aqueles que a adotaram como lar, os « marselheses ». O hino francês, no entanto, não foi escrito lá, mas foi adotado pelos soldados que marcharam de Marseille à Paris na época da revolução, mais precisamente durante a Insurreição de Paris.
Château d’If
Ainda nos resta muito a descobrir em Marseille, e oportunidade é o que não falta pra isso!!

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