Museu Oceanográfico de Mônaco

postado em: Côte d'Azur, França | 2
O Principado de Mônaco é aquele pequeno lugar na Côte d’Azur, segundo menor estado do mundo (atrás somente do Vaticano) e estado com maior densidade populacional do mundo, algo em torno de 16 mil habitantes por km², numa área de cerca de 2km². Trocando em miúdos, é gente demais num quadrado só. Pra efeito de referência, esse pequenino principado é menor que o Hyde Park em Londres, e que o Parque das Mangabeiras na minha querida Belo Horizonte, e pouco maior que o Parque Ibirapuera em São Paulo.
Mesmo sendo tão pequenino Mônaco recebe uma vez por ano o circuito de Fórmula 1 mais legal – na minha humilde opinião – e foi por esse motivo que visitei o lugar pela primeira vez. Isso mesmo : desde criancinha acompanhava com meu pai a corrida em Mônaco, e sonhava um dia ouvir de perto o ronco ensurcedor dos motores. Nem preciso dizer que, quando isso aconteceu, os olhos marejaram, né ? Sou boba mesmo, mas enfim, esse post não é pra falar sobre a realização deste sonho de infância, mas sobre outro passeio emocionante e encantador tanto para crianças quanto para adultos, e que fez aquela criança que mora num cantinho especial do coração de cada um ficar bem feliz : trata-se de um dos museus mais legais que já visitei, o Museu Oceanográfico de Mônaco.
Foto: M. Dagnino

Museu Oceanográfico de Mônaco

O Museu Oceanográfico de Monaco e o Instituto Oceanográfico de Paris foram fundados pelo príncipe Albert I, que é tido como um erudito e que abraçou as pesquisas em oceanografia com tamanha paixão que encontrou na fundação das instituições uma maneira de dividir essa paixão com o mundo. Suas descobertas e também as de outros pesquisadores da área, como Jacques Cousteau podem ser vistas no acervo do piso superior do museu, construído em dimensões impressionantes às margens do mediterrâneo, e que ficou conhecido como Palácio do Mar. 

Nele podemos ver alguns exemplares de gigantes marinhos, como o esqueleto de uma baleia encontrada na costa da Ligúria, ou a maquete em tamanho real de uma cachalote, além do equipamento usado nas expedições do príncipe, que aconteceram entre 1885 e 1915 e durante as quais ele recolheu mais da metade do que pode ser visto hoje na impressionante coleção do acerdo de história natural no piso superior do edifício.

 

Os aquários do Museu Oceanográfico de Mônaco

O ponto alto da visita são seus aquários, que são divididos de acordo com as regiões de onde as espécies são originárias : tem o mar Mediterrâneo, a zona Tropical e o lago dos tubarões. Como o foco da fundação é a pesquisa e preservação dos mares e espécies – « Conhecer, amar e proteger os oceanos » é o lema da fundação – os aquários são constituídos de forma a reproduzir, da forma mais fiel possível, as características naturais do ambiente onde se encontram as espécies.

Além disso, o museu conta com uma « fazenda » de corais que permite a reprodução dos mesmos. Mas o show à parte dentro do aquário, na minha opinião, foi dado pelas medusas : assistir o movimento desses animais lindos mas um tanto perigosos é um dos momentos mais marcantes e relaxantes de toda a visita. Além disso, um outro habitante de um dos aquários detém um recorde um tanto interessante : uma das moreias recebe visitas vindas de todo o mundo no Palácio do Mar desde 1968 ! 

Quando eu visitei o museu pela primeira vez em janeiro de 2011 disse à mim mesma que não precisaria fazer o batismo de mergulho porque já tinha visto o que se vê na ocasião, mas sem me molhar e sem ter que encarar o pânico de respirar embaixo d’água. Depois do batismo, só tenho uma coisa a dizer : o fundo do mar é o lugar mais lindo que já visitei, e o que nos proporciona a maior sensação de paz que já tive até hoje !

Visitando o Museu Oceanográfico de Mônaco com crianças

Em janeiro de 2019 levamos o Vic para conhecer o Museu Oceanográfico de Mônaco durante um fim de semana que passamos na Côte d’Azur. Nos hospedamos em Nice e em menos de meia hora estávamos no principado. Crianças menores de 4 anos não pagam entrada do Museu, e passamos cerca de 3 horas visitando o acervo pra mostrar com calma tanto a parte dos aquários, por onde começamos o passeio, como o acervo de história natural e os objetos usados nas expedições do príncipe Albert I.
Vic ficou hipnotizado pelos peixes, cavalos-marinhos, medusas, tubarões e anêmonas que viu, e tivemos a oportunidade de mostrar espécies ameaças e explicar os motivos pelos quais é importante pensar na preservação dos mares e cuidar muito bem para que o lixo não chegue até eles. Um aquário formado apenas por lixo humano pode ser visto em meio aos demais aquários e o objetivo é sensibilizar o público com relação à preservação da vida marinha, extremamente ameaçada por conta da pesca predatória em larga escala e à utilização excessiva de plásticos, assim como à falta de cuidados ao descartar lixo.
 
 

Um comentário sobre o pessoal do museu : excelentes em receber estrangeiros, falam vários idiomas e são de uma gentileza incrível. Quando visitei o museu pela primeira vez, estava com meu cunhado, meu irmão e minha mãe, e acabamos nos desencontrando entre tantos aquários. Minha mãe acabou saindo do prédio. Quando cheguei à porta o segurança me informou que ela tinha saído, me indicou pra onde ela tinha ido e nos deixou entrar novamente para terminar a visita, todo sorrisos, o que foi extremamente gentil, pois toda saída do museu é definitiva, como bem está marcado no bilhete de entrada. E essa gentileza também pude perceber em outros funcionários de outras instituições de Mônaco.

Moreia que habita o aquário desde os idos da década de 1960…
Murène qui habite le musée depuis les années 1960

 


 

 

Preparando a visita ao Museu Oceanográfico de Mônaco:

  • Como chegar : o Museu Oceanográfico de Mônaco fica no Rochedo, próximo ao palácio do principado, e não é possível chegar diretamente de carro. A melhor forma de chegar é ir ao estacionamento « Parking du Chemin de Pêcheurs » (acesso direto pra o museu, tem escada rolante e elevador). Nós estacionamos perto do porto e fomos caminhando até o museu.
  • Tarifas 2019: Adultos pagam 14€, crianças entre 4 e 12 anos pagam 7€, jovens entre 13 e 18 anos pagam 10€, pessoas com mobilidade reduzida (adultos e crianças) 7€, gratuito para crianças com menos de 4 anos. Cartões de crédito são aceitos (Visa, Mastercard, Amex). Grupos (20 pessoas no mínimo) devem fazer reserva antecipada pelo resa@oceano.mc ou por telefone +377 93 15 36 40. Existe a possibilidade de visitas guiadas, almoços, aniversários e outros eventos, com reserva feita antecipadamente. No site do museu é possível comprar os bilhetes antecipados e evitar filas (que podem ser grandes em determinadas épocas). Consulte a Bilheteria Online (pagamento somente com cartões de crédito).
  • Quando ir : o Museu funciona o ano todo, exceto no fim de semana do Grande Prêmio de Fórmula 1 e no dia 25 de dezembro.
  • Animais de companhia não são aceitos no museu, mas existe um canil público em frente ao Museu onde podemos deixar nossos companheiros. Basta ir até o banheiro conversar com o zelador, que vai abrir um canil disponível. Atenção: o canil fecha às 17h, o animal deve ser retirado antes desse horário. O serviço é gratuito e também está disponível no Jardim Exótico de Monaco.

2 Responses

  1. Luffi

    Tenho de concordar com você que este local foi um dos pontos altos da minha visita ao mônaco. No inicio nãoe stava destinado a visita ao seu interior, mas S. Pedro nos deu a volta e caiu o maior temporal quando passavamos na porta. Foi o motivo mais que justo para entrar e ficar amravilhado. Adorei seu post Parabens

  2. Natalia Itabayana Junqueira de Mattos

    Eu tinha minhas reservas com relação à visitas à aquários e museus do gênero, mas depois dessa visita acabei me convencendo que é um programa muito interessante quando conhecemos as missões do estabelecimento. Foi uma bela surpresa que tive ali, e espero voltar outras vezes, assim como pretendo conhecer o oceanário de Barcelona, que conheci em um programa de tv recentemente. Quando fomos à cidade tivemos pouquíssimo tempo, acabamos fazendo um passeio básico por alguns pontos turísticos e muita coisa foi negligenciada.

    Obrigada pela visita!

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