Roteiro de viagem: Vancouver e Seattle

Vancouver, Canadá
Seattle, Estados Unidos

Em fevereiro de 2019 embarcamos pela segunda para a costa oeste do Canadá, e dividimos nossas duas semanas de férias de inverno entre Vancouver e Seattle, nos Estados Unidos. Nosso roteiro de viagem desta vez foi bem mais modesto do que na primeira viagem ao Canadá, em maio de 2017. Mas eu não abri mão de incluir Seattle no roteiro desta vez, coisa que tive de fazer em 2017 pra não ficar uma viagem cansativa demais. Nosso roteiro desta vez ficou dividido apenas entre Vancouver e Seattle, e foi uma viagem deliciosa, com experiências diferentes, e um pouco de perrengue também.

Burocracia de imigração: Vistos e autorizações de viagem

Essa foi nossa segunda viagem tanto ao Canadá como aos Estados Unidos, e já conhecíamos as formalidades de entrada e imigração dos países. Desta vez, a gente transitaria por terra entre ambos, e tive muita dificuldade em encontrar explicações sobre como circular entre Canadá e Estados Unidos por via terrestre (carro ou ônibus) tendo as Autorizações eletrônicas de viagem emitidas por ambos os países (viajamos pros EUA dentro do Visa Waiver Program, sem necessidade de visto, mas devemos pedir uma autorização eletrônica de viagem para cada um dos países antes do embarque).

Nossa autorização de entrada no Canadá foi feita em 2017 e tem validade de cinco anos, então só pedimos pro Vic, pois o passaporte que usamos na primeira viagem venceria duas semanas depois do nosso retorno à França. Em seguida, pedimos o ESTA para entrar em território americano, mas depois descobri que, no nosso caso, como a entrada seria por terra vindo do Canadá, não precisaríamos ter feito a autorização, somente preencher o I-94 na fronteira. Atenção: com passaporte brasileiro, é necessário ter visto pra ingressar nos Estados Unidos.

A imigração por terra é relativamente simples: entregamos os passaportes ao oficial da fronteira, ele pergunta onde vamos e quanto tempo vamos ficar, carimba os passaportes, grampeia um formulário no passaporte que deve ser devolvido quando saimos do território americano, e que não devolvemos… Como perrengue pouco é bobagem, só me dei conta de que o papel era importante e teria que ter sido entregue ao policial de imigração quando entramos no Canadá quando era tarde demais e já estávamos na França.

Dei uma pesquisada bem rápida no Google e encontrei a solução no próprio site da imigração americana: tivemos de enviar os documentos, junto com cópias de todas as páginas carimbadas dos passaportes, passagens mostrando quando deixamos o território americano e indicando também a data de retorno ao país de residência, uma carta explicando o motivo de não termos devolvido o papel – que indica que deixamos o país – e mandei tudo pro endereço indicado. Caso não tivesse feito tudo isso, perderia o direito de viajar novamente através do Visa Waiver Program e teria de pedir um visto pra todos nós.

Chegada: Canadá ou Estados Unidos?

Este nem foi um dilema real pra gente, pois nossa viagem foi fruto de uma feliz coincidência: mal tinhamos desfeito nossas malas da viagem ao Japão e apareceu uma promoção de passagens pra Vancouver, justamente no período das férias de inverno do Vic. Só precisávamos saber se meu cunhado estaria lá no período, e compramos! Em geral, os preços das passagens pra Vancouver são mais camaradas do que pra Seattle, e como a distância entre as cidades é bem curta, vale pensar na dobradinha caso a intenção seja economizar uns trocados na passagem.

Deslocamento entre Vancouver e Seattle: carro, ônibus ou trem?

Nossa intenção inicial era fazer o trajeto de carro, mas acabamos tendo um mega problema na locação e por fim fizemos a viagem de ônibus. O trajeto de carro leva cerca de duas horas e meia, enquanto trem e ônibus precisamos contar entre três horas e meia a quatro horas de viagem. Isso por causa dos limites de velocidade impostos aos motoristas de ônibus, e no caso do trem, pelo fato da velocidade não ser bem de um TGV.

Confesso que eu queria mesmo ir de trem, mas os horários eram impraticáveis pra gente, ou muito cedo tipo 6h30, o que nos faria chegar uma hora antes, por ser a antecedência exigida pro processo de imigração antes do embarque no trem, ou no fim do dia. Neste caso, seríamos privados de ver a paisagem, que é o motivo principal por optar pelo trem – bom, o espaço interno do trem também é um bom fator, mas achei o ônibus bem espaçoso, diferente dos nossos ônibus aqui na Europa.

Nosso perrengue com o carro acabou se transformando em vantagem a nosso favor, pois nevou na estrada, tanto na ida quanto na volta, e Seattle estava ainda com bastante neve pelas ruas do bairro onde nos hospedamos, pois a costa oeste tinha sido coberta por uma bela camada branca durante os dias em que estivemos por lá.

Troca de casas: hospedagem com Home Exchange

As hospedagens em Vancouver e Seattle foram uma experiência completamente nova pra gente, fruto de uma nova parceria que fizemos durante o EEBB em Madrid com a Home Exchange, um portal de troca de casas entre viajantes. Vou explicar melhor como funciona e como foram nossas duas trocas de casas num post inteiramente dedicado ao assunto, mas já adianto que amamos e vamos repetir!

Usamos o sistema de pontos nas duas hospedagens, mas é possível fazer um troca recíproca quando há coincidência de data e destino das viagens (A vai pra casa de B enquanto B fica na casa de A). Paga-se apenas uma taxa diária que fica em torno de 10€, ou caso opte pelo plano anual 130€/ano, que engloba garantias para ambos hóspede e anfitrião. Tivemos excelentes anfitriões e certamente nos hospedaríamos novamente em ambas casas.

Se quiser se cadastrar no site do Home Exchange, use o meu link de convite e ganhe pontos extras!

 

 

 

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