Uma tarde na casa de Monet em Giverny

casa de Monet em Giverny

A primeira vez que caí nos encantos dos jardins da casa de Monet foi há tempos, quando ainda estudava inglês (ironicamente). No último ano do curso assistimos um vídeo chamado “Linnea in Monet’s garden” (Linnea nos jardins de Monet), uma animação que mostrava o passeio da personagem Linnea e seu deslumbramento ao visitar a casa onde viveu o pintor na Normandia. Os jardins serviram de inspiração para várias de suas obras, que encantam e atraem multidões – em 2011 foi organizada uma exposição no Grand Palais, em Paris, e os ingressos antecipados se esgotaram em questão de pouco tempo. Sucesso imenso, com tempo de espera de 5 horas, no mínimo. Nesse ano consegui que minha mãe visse ao menos três quadros do pintor, que ficaram no Museu d’Orsay, mas a pulguinha impressionista do Monet ficou atrás da minha orelha…

Até que chegou o final do mês de junho de 2012 e com ele, o fim das minhas aulas e do exaustivo ano letivo, mas também o ínicio das férias com visitas familiares. Planejar um mês de passeios não é tarefa fácil, principalmente quando o planejamento começa na véspera da chegada das visitas (não por negligência, mas uma certa monografia e um senhor relatório de estágio me ocuparam por um bom tempo). As viagens em si já estavam reservadas há tempos, restava programar o que iríamos conhecer de novo nos lugares já visitados, e em quais lugares inéditos iríamos passear. A tentação de voltar à Paris, desta vez no verão, foi grande, tão grande que cedemos. Assim, a ocasião para uma ida à casa de Monet tomava pouco à pouco ares de realidade, mas uma realidade que seria surpresa para uma das 4 pessoas envolvidas no passeio (eu, Bernardo, minha sogra e minha mãe – a “vítima” da surpresa).

 

 

 

Como chegar em Giverny saindo de Paris

Fizemos o passeio a partir de Paris num bate-volta de trem, mas é possível incluir Giverny num roteiro de carro pela Normandia, como nesta viagem que fizemos à região em 2016. A ideia original era sair de Paris no trem das 12h20, só que por um lapso inexplicável cismei que o trem saía da Gare du Nord – vontade de voltar pra Londres, talvez? E nisso tivemos de ir no trem das 14h20, que não sai da Gare du Nord coisa nenhuma, mas da Gare Saint-Lazare – Monet inclusive pintou alguns quadros representando a estação e os trens. Em 45 minutos chegamos à gare de Vernon, e logo em frente à estação embarcamos no ônibus que faz o trajeto até Giverny e nos deixa no estacionamento logo em frente à casa do Monet. E durante todo esse tempo e percurso minha mãe simplesmente ignorava o destino. Às 15h30, quando o ônibus parou para o desembarque, ela me interroga: “Onde estamos?”, e eu, satisfeita por ter conseguido esconder a surpresa, explico que já tínhamos ido passear no atelier do Cézanne, em Aix, e que agora chegou a vez da gente conhecer a casa do amigo dele, o Monet. Nesse momento entendi porque sou uma chorona – filha de peixe…

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casa de Monet em Giverny

A casa de Monet

A casa do Monet fica num bairro mais afastado da pequena, pacata e medieval cidade de Giverny, na Haute-Normandie, cidade que só pudemos contemplar rapidamente, da janela do ônibus, durante o percurso, mas quem tiver mais tempo acho que vale cada minutinho passado entre suas casas com telhados de ardósia, flores nas janelas e alguns vestígios dos tempos medievais, é um lugar onde vale à pena reservar uma parte do dia pra flanar, visitar os monumentos históricos e admirar o curso do Sena. Mas dessa vez só tivemos tempo de visitar a humilde morada onde Monet viveu entre 1883 e 1926. Chove na Normandia? Não tem problema, o pintor também era amante de jardinagem e contornou a situação escolhendo flores que garantem uma imensa variedade de cores o ano inteiro, não importa se o céu está cinza e cheio de nuvens ou azul.

Outra paixão que Monet alimentava era pelas gravuras japonesas: as paredes da casa são enfeitadas com diversas dessas obras, vale apreciar com atenção cada uma delas. A impressão que tive ao visitar a casa é que Monet e sua família foram fazer uma viagem e já voltam., Os objetos estão dispostos de maneira cuidadosa em cada um dos cômodos e são um detalhe importante da visita. Não vemos obras do pintor na casa, mas réplicas de quadros seus que ficavam na grande sala onde ele trabalhava. Um detalhe curioso: uma estradinha foi construída bem no meio do jardim, separando a casa do lago e jardim japonês. Por isso, siga as indicações para a passagem subterrânea que leva ao outro lado do jardim para conhecer onde Monet se inspirou para pintar a série das Nymphéas!

 

 

 

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Informações práticas: 

– A Fundação Claude Monet abre as portas da casa do pintor em Giverny aos visitantes entre final de março e novembro, de 9h30 às 18h (última entrada às 17h30). 

– Valores: crianças até 7 anos tem entrada gratuita, até os 12 e estudantes pagam 5,50€ e adultos pagam 9,50€ para visitar a casa e os jardins. Não se pode fotografar o interior da casa, mas pode-se fotografar sem problemas os jardins! Outras opções de bilhetes conjugados aos museus da região no site da Fundação (em francês ou inglês). Ao chegar no local basta dirigir-se à entrada de grupos.

– Bilhete de trem Paris Gare Saint-Lazare – Vernon: entre 11€ e 14.70€ (trajeto simples). Tempo de viagem: 45 minutos aproximadamente.

– Bilhete de ônibus Vernon – Giverny: 8€ (ida e volta). O ponto do ônibus fica na rua em frente à estação, basta seguir a sinalização “Bus Giverny”.

– Leve um guarda-chuva ou uma capa impermeável, pode ser bastante útil!

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5 Responses

  1. Anônimo

    Natalia,
    Já tentei ir a Giverny por várias vezes mas ainda não consegui.Uma vez até já havia comprado as passagens…
    Uma novidade: você acredita que ontem quando estava caminhando cai pois tropecei num dos centenas de buracos da calçada e bati o rosto com toda a força no chão? Fui parar no hospital com os lábios cortados, dentes moles, nariz sangrando… Resultado: estou parecendo uma monstrinha…rsrsrs
    Tenho que me recuperar, não vou conseguir viajar dia 26 como estava planejado. O meu medo em esperar mais uns dias é a temperatura em Paris que vai estar mais baixa. Odeio frio.
    Vamos ver…
    bjs!
    Leonor

  2. Natalia Itabayana

    Oi Leonor! QUe pena que esse incidente atrapalhou seus planos, espero que você se recupere logo e possa fazer um passeio bem bacana!

    Ei Natalie!
    Fico lisonjeada e bem feliz com a seleção do post pro Viajosfera!
    Obrigada!
    Beijos!

  3. Maria Célia

    Oie, adorei seu post, parabéns! Estive em Giverny em junho, durante minha primeira viagem a Paris, e voltei simplesmente encantada. Suas fotos e seu relato me fizeram retornar à pequena e florida cidade de Claude Monet. Obrigada!

  4. Natalia Itabayana

    Que bom que pude fazer você viajar de novo à Giverny através do blog, Maria! As fotos tem esse "poder" de nos transportar de volta aos lugares onde estivemos e de reviver as emoções sentidas à cada passeio, né? Fique à vontade pra viajar pelo blog 🙂

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