13 de mai de 2015

Nova Iorque: primeiras impressões


Apesar de ter trabalhado durante 6 anos como professora de inglês em uma grande rede de escolas em Belo Horizonte, essa foi minha primeira viagem aos Estados Unidos. Nunca fiz intercâmbio, nunca sonhei com a dobradinha Disney + Nova Iorque na época nos meus 15 anos - nem baile de debutante eu quis, fiz uma festinha no quintal e fui feliz dançando valsa vestida de preto com minha mãe. Meu sonho de viagem de 15 anos sempre foi Paris, sonho que realizei aos 22 anos, e esperei 10 anos pra pisar no país que ocupava até então o segundo lugar na minha lista de países pra conhecer: a Rússia. E nos últimos anos os EUA acabaram por entrar na listinha de países pra visitar por conta de seus parques nacionais. Ora, então por que cargas d'água fui eu passar uma semana de férias na selva de pedra que é Nova Iorque ao invés de ir pro meio do país desbravar parques?


Certa vez escrevi um desabafo sobre o que me motiva a escrever este bloguinho, e são as pessoas. Pois foi exatamente por conta de pessoas queridas que nós, pouco apaixonados por cidade grande mas devera apaixonados por viagens, embarcamos pra Big Apple. O cunhado passou um ano lá por conta dos estudos, e seu aniversário coincidiu com as minhas férias aqui, a desculpa mais que perfeita pra Bernardo matar saudades do irmão e pra curtirmos nossa última escapada transatlâtica a dois. Além disso, temos amigos que moram lá, e fazia dois anos que o convite pra visita-los havia sido feito. A reunião de circustâncias favoráveis determinou assim o destino das nossas mini-férias de primavera, e dia 3 de maio desembarcamos no aeroporto JFK.





O planejamento pra viagem foi mínimo em termos de roteiro. Eu queria conhecer pontos meio cliché - lugares mostrados no seriado Friends, o Central Park e todos os outros parques que pudesse incluir no itinerário de andanças. Minha prioridade em termos de visita era o MoMA: meu quadro favorito fica lá, a Noite Estrelada do Van Gogh. Qualquer outra visita que viesse seria lucro, e por isso deixei pra ir ao MoMA mais no final da estadia. Nos dois dias nublados que pegamos na cidade, nos refugiamos em museus, e foi assim que Metropolitan e Museu de História Natural entraram no roteiro. E o Museu do Índio Americano foi uma agradável surpresa no caminho do nosso passeio pelo Financial District.

Me contentei com a vista da Estátua da Liberdade que temos do Liberty Park em Jersey City, onde passamos dois dias na casa de amigos, e do Hudson Park em Manhattan - adorei ambos. Mas dois passeios entre os tantos que fizemos foram classificados como "melhor da viagem": a visita ao escritório da Google com direito a almoço, e o passeio de domingo em Coney Island. Nosso amigo trabalha na Google, e pra mim foi uma visita fantástica, poder ver os bastidores de uma empresa que virou verbo em inglês e que tem fama de ser um excelente lugar pra trabalhar.


Coney Island foi nosso último passeio, no domingo meio ensolarado e quente, véspera do nosso retorno à França. Abri mão de visitar mais um museu e preferimos conhecer uma praia, a praia do parque de diversões que já tinha visto algumas vezes em filmes e episódios de seriados. Longe das buzinas e do movimento incessante da cidade, a extensa faixa de areia de Coney Island estava relativamente cheia, pra um dia com muito vento. Depois de caminharmos pela beira-mar e píer, nos despedimos na praia novaiorquina, não sem antes fazer uma parada no Nathan's pra comer cachorro-quente, na famosa lanchonete onde acontece o concurso internacional pra ver quem come mais cachorro quente. Coisas dos Estados Unidos. Mas foi ali também que conhecemos por acaso um casal que nos brindou com suas histórias de viagem e de vida, e que me emocionou a cada olhar trocado: já estão há 20 anos juntos, e os olhos brilham com a mesma paixão que imagino brilharam ao se encontrarem pela primeira vez. 



Não fomos à Nova Iorque pela badalação, pelas compras, pelos drinks em rooftops ou pelos espetáculos da Broadway. Fomos encontrar pessoas queridas, e acabamos trazendo alguns bons causos de encontros inesperados pelo caminho. E esse é o melhor souvenir de viagem que posso trazer na bagagem.

5 comentários:

  1. Que pena que não deu pra gente se conhecer!! :(

    Com certeza na próxima, certo? ;-)

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    1. Espero que nos encontremos em breve, por aí ou por aqui!
      Bisous!

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  2. Você disse que essa viagem não exigiu muita preparação, mas precisou de visto, imagino... Vc fez por aqui mesmo? Foi complicado?
    Abraços

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    1. Ei Mi!
      Não precisamos de visto porque fomos com passaporte italiano, é só preencher o ESTA online e em até 72h temos a aprovação da viagem (a nossa saiu em menos de 48h). Mas acho que pra solicitar o visto é direto na Embaixada Americana em Paris!

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    2. Ah, ok, é verdade que com passaporte europeu as coisas são mais simples! Mas para brasileiro ainda existe essa maratona de visto... :(

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