Fundação Vasarely e a arte ótica e cinética

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Aix-en-Provence é conhecida como a cidade das águas, mas também como cidade das artes, e isso pode ser visto sem grande dificuldade pelas ruas da cidade: são várias galerias de arte instaladas ao longo do Cours Mirabeau e pelas ruelas do centro histórico, e em sua maioria podem ser visitadas gratuitamente, e a visita é recomendada pra todos os amantes de arte. Quem chega na cidade vindo pela autoestrada de Avignon já deve ter visto um grande sinal em forma de V próximo à entrada da cidade. Este sinal foi criado por Victor Vasarely, artista expoente da Op Art ou Arte Cinética, tema das obras expostas na Fundação Vasarely.
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A arte de Victor Vasarely

Victor Vasarely foi um artista franco-húngaro que frequentou em Budapeste a escola Muhëly, conhecida como a Bauhaus húngara, e se lançou na arte abstrata. Aos 24 anos, ele se instala em Paris acompanhando o movimento de muitos de seus compatriotas no período, num contexto em que o governo associava os estilos vanguardistas aos movimentos políticos progressistas. Na capital francesa, ele desenvolve trabalhos em arte gráfica que marcam o início da sua carreira artística, e uma sucessão de estudos em torno das cores, das linhas e formas podem ser encontrados no todo de sua obra.
O trabalho na indústria gráfica também influenciou sua forma de conceber e de compartilhar a arte: Vasarely buscou ao longo de toda sua carreira democratizar a arte, e o projeto de arte comunitária, social e acessível à todos fez com que suas criações fossem concebidas de modo a serem reproduzidas em larga escala. O sonho de Vasarely era criar uma “cidade policromática da felicidade”, e ele lança assim as bases da fundação que leva seu nome, em 1966.
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A cidade geométrica de Vasarely

Em 1976 o projeto ganha forma, cores e endereço: Aix-en-Provence foi escolhida para abrigar o sonho do artista. O edifício da Fundação Vasarely evoca uma colmeia de abelhas, com hexágonos colados uns aos outros. A proposta da “nova cidade geométrica policromática e solar” ganha corpo no bairro que estava em expansão na época, Jas de Bouffan. O terreno escolhido fica próximo ao acesso da entrada oeste da cidade e dispõe de uma vista privilegiada pra montanha Sainte Victoire. Além

Visitando a Fundação Vasarely

Além do acervo permanente disposto nas grandes salas, a visita também consiste em exposições temporárias – a exposição atual é justamente sobre o tema “Tempo” – além de uma área dedicada aos trabalhos de elaboração dos projetos de Vasarely. Mas a grande vedete mesmo são seus imensos painéis: fundo e forma, policromia e geometria, o artista se empenhou arduamente na democratização da arte e perseguiu com dedicação a ideia de que o olhar dá vida à obra.
Lançando as bases do movimento de Arte Ótica, Vasarely nos convida à interagir visualmente com o objeto diante dos nossos olhos, e a quebrar a estática da obra, conferindo a cada uma de suas criações detalhes que as conferem movimento, a arte cinética. A disposição das obras nas salas hexagonais convida o visitante à percorrê-las sem deixar de apreciar os painéis, e observando ao mesmo tempo o movimento que nosso olhar imprime aos mesmos.
O hexágono é uma forma que virou tema da série “homenagem ao hexágono” (assim mesmo, em minúsculas nas explicações da fundação), e o tema me fez pensar que talvez seria uma forma do artista homenagear seu país de adoção, uma vez que “hexágono” é sinédoque usada para se referir à França. Mas isso sou eu com meus botões, então retornemos à visita com as imagens e vídeo abaixo. Vale reservar um tempinho pra prestigiar a obra do “pai da Op art”.

Informações práticas:

1, Avenue Marcel Pagnol – Jas de Bouffan, 13090 Aix-en-Provence
Horário de funcionamento: diariamente de 10h às 18h. Aberto nos feriados, exceto 25/12 e 01/01.
Tarifas: adultos 12€, reduzida (7 a 26 anos) 9€, infantil (maiores de 5 anos) 5€
Estacionamento gratuito no local.
Ônibus: linha A, parada Vasarely

 

“O tempo passa. E cada vez que o tempo passa, há algo que se apaga”, Nadine Grenier

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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