Viajar sem despachar bagagem com bebê

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Toda nossa bagagem quando viajamos de avião

 

Como viajar sem despachar bagagem depois da chegada de um bebê? No mês de maio de 2016 embarcamos pela primeira vez com o Victor pro Brasil, sendo esse seu “batismo aéreo”, sua primeira viagem de avião. Ele tinha 9 meses na época e fomos passar três semanas de férias nos trópicos e apresentar o pequeno pro restante da família. Essa foi nossa terceira viagem com ele, e pela segunda vez viajamos leve, sem despachar bagagem – achei que seria missão impossível depois da chegada do nosso pequetito, mas o exercício acabou se revelando um desafio interessante e totalmente possível.

Vantagens de viajar sem despachar

A cada nova viagem a bagagem fica cada vez mais leve porque voamos frequentemente em companhias aéreas lowcost que tem franquia de bagagem de cabine gratuita e com dimensões bastante reduzidas, e cobram pela bagagem despachada.
Em 2018 a companhia Ryanair começou a cobrar também pela bagagem em cabine com limite de 10kg e dimensões até 55x45x25.
Mas antes de explicar como organizo nossa bagagem pra viajar sem despachar mesmo tendo um bebê à tiracolo, listo algumas vantagens que me fazem optar por esse estilo de viagem que adotamos já faz alguns anos:

1- Tempos de embarque e desembarque menores:

Fazemos o check-in online e não precisamos enfrentar a fila do despacho de bagagens. Quando chegamos ao destino, saimos do avião com todos os nossos pertences e eliminamos o tempo de espera na esteira;

2- Fim do estresse por conta do extravio de bagagens:

Nunca aconteceu com a gente, mas aconteceu diversas vezes com amigos próximos e foi o suficiente pra me deixar com a pulga atrás da orelha;

3- Praticidade:

Temos às nossas mãos tudo que precisamos caso ocorra algum contratempo durante a viagem – alteração de correspondências, atrasos, greve, enfim, esses percalços que podem interferir no trajeto até o destino final.

 

Preparando uma mala leve pro bebê

Passamos três semanas no Brasil entre o final do mês de maio e início do mês de junho e ficamos parte do tempo em Belo Horizonte e outra parte em Vila Velha, no Espírito Santo. O outono no litoral capixaba tem temperaturas brandas, e rolou inclusive banho de mar (tudo bem que só tinha Bernardo e Victor na água, mas já acostumamos com o mediterrâneo gelado e achamos o atlântico bem quentinho).

Já em BH as temperaturas são mais baixas nessa época, então previ roupas quentes pro bebê, mas nada que se compare às roupas volumosas que usamos aqui durante o inverno. Além disso, um fator muito importante foi a facilidade pra lavar as roupas: estávamos “em casa”, mas hospedados em hoteis é super possível lavar roupa de bebê também, eu lavava as roupas do Vic na hora do banho quando viajamos pra Normandia, mesmo o macacão grande de frio lavei na pia do nosso banheiro e sequei no aquecedor do quarto.

O segredo pra ter bagagem enxuta

É importante planejar bem o que levar na mala de viagem. Meu segredo do minimalismo na mala do bebê foi justamente a lavagem das roupas. Levei quantidade de roupa para ser usada em 5 dias: 10 bodies (5 de manga curta e 5 de manga comprida), 4 calças, 3 pijamas, 2 casacos, uma coberta, os produtos de higiene dele, um bocado de fraldas pra trocar durante o trajeto, 2 fraldas de pano (dessas que a gente usa pra limpar tudo), toalha, meias. O mais volumoso era o pacote de fraldas, mas levei uma quantidade que estimei suficiente pras trocas durante o voo, tendo como base o número de trocas durante um dia inteiro, e acrescentei umas extras (acho que ao todo levei umas 18 fraldas) que distribui pela mala dele.

Também deixamos uma das nossas mochilas com espaço pra colocar os produtos de higiene dele e alguns brinquedos. Não levamos carrinho, ele foi carregado no sling o tempo todo, e nos revezamos no transporte dele e da bagagem. Também não levamos bebê conforto nessa viagem ao Brasil, mas levamos quando fomos pra Sicília, e é só entregar o bebê conforto/carrinho no despacho de bagagens ou no portão de embarque mesmo.

Para dicas sobre como usar as lavanderias na Europa, recomendo este post no blog Sundaycooks.

A mala pronta, antes de ser fechada

Facilidade no embarque

Como temos prioridade no embarque por viajar com bebê de colo, isso também facilita na hora de organizar a bagagem rapidinho na cabine. Deixei alguns itens extras dentro da minha bolsa – uma muda de roupas pro bebê, umas três fraldas, o mini kit de higiene que sempre carrego quando saio com ele – e por fim os itens de alimentação: a garrafa d’água e alguns biscoitos de arroz e frutas.

Vic tinha 9 meses na época da viagem e como mamava, não levei comida especial pra ele. Comida e bebida pro bebê são itens que não tem restrições de tamanhos, vale preparar e levar o que o bebê tem o hábito de comer. Uma moça que também voou com bebê com tinha separadinhas as quantidades de leite e todas as mamadeiras limpas pro bebê, durante o voo é só pedir água aos comissários de bordo, que também perguntam se precisamos que aqueça a comida do bebê.

Depois que o bebê cresce

Até os dois anos a criança viaja no colo dos pais, sem assento atribuído e não paga passagem, uma alegria pros bolsos, mas nem tanto pros braços de quem carrega ao longo do voo. Os voos longos são um pouco mais complicados, e quando não temosum parceiro para revezar ou segurar o bebê durante uma ida ao banheiro por exemplo, podemos contar com a cordialidade dos comissários de bordo e até mesmo a simpatia de outros passageiros.

Depois dessa idade a criança viaja num assento próprio, pago, e também tem uma franquia de bagagem atribuída, o que facilita as coisas. Nem sempre nós levamos na cabine toda nossa bagagem, mas sempre viajamos com bagagens com dimensões para serem transportadas na cabine. Escolhemos despachar quando temos voos com conexões, além de tempos longos de espera nos aeroportos. Dessa forma, nos facilita a vida ter as mãos e costas mais livres para deslocamento dentro do aeroporto e também pra cuidar com mais tranquilidade do Vic. Ele continua embarcando com a mochila pequena de 10L e nela geralmente coloco uma muda de roupa, livros e um brinquedo que ele escolhe antes da viagem. Também coloco um lanche e água, que às vezes passa pelo raio-X, às vezes precisamos comprar depois do controle de raio-X.

Nossa bagagem em geral continua muito leve, Bernardo e eu dividimos a mochila de 10kg e deixamos uma outra mochila com rodinhas pras coisas do Vic, que não são muito volumosas graças ao fim do uso de fraldas. A mochila dele em geral vai mais vazia, aproveitamos pra trazer lembranças dos lugares onde fomos, guardar os pacotes com líquidos e outros pertences que preferimos ter junto de nós. Por ter rodinhas, não despachamos essa mochilinha, apenas a mochila de 30L quando os voos tem conexão ou quando trazemos itens que não podem ser transportados na cabine.

Sigo adepta de lavar as roupas e reusar as que estão limpas. Em geral precisamos de mais calças pro Vic porque corre e rola no chão, brinca em parquinhos e acaba por sujar um pouco mais de roupa que nós adultos, mas sigo contando roupa suficiente para uma semana, mesmo quando a viagem dura duas ou três semanas, como frequentemente é o caso.

Também viajam sem despachar:
Minha inspiradora Camila Navarro do blog Viaggiando
Jackie do blog Viaje Sim!
Ana Bárbara do blog Nós no Mundo
Roberta Freitas do blog Freitas pelo mundo
Rafael Carvalho do blog Esse mundo é nosso
Carla Boechat do blog Fui, Gostei, Contei
Vivian Rodrigues do blog Viva, Viaje!

6 Responses

  1. Camila Navarro

    Eu já te inspirei, mas agora você é que vai me inspirar quando eu estiver viajando com um bebê! Vi que a "mágica" continua sendo a mesma: lavar roupa! E realmente lavar a roupa do bebê deve ser mais fácil que a nossa. Para destinos quentes deve ser ainda mais fácil, pois as roupas são leves e secam rapidinho. E fralda é possível comprar em qualquer lugar, né? Adorei saber os detalhes! Já sei que link mandar quando me falarem que essa história de viajar sem despachar só funciona para quem não tem filhos. =)

  2. Natalia Itabayana

    ÊÊÊ, lisonjeada de receber elogios da minha ídola de bagagem leve! Lavar roupa de bebê é muito tranquilo, é só levar uma barra de sabão de côco no meio das roupas e um pouco de vinagre branco pra amaciar e desinfetar, é pronto! Na hora do banho é muito tranquilo, e como os hoteis geralmente tem ar condicionado, no dia seguinte fica tudo sequinho! Só os macacões no inverno que coloquei no aquecedor, também é bom pra aumentar a umidade dos quartos e ficar mais respirável onde o ar fica muito seco! Sem falar na praticidade de ter em mãos toda a bagagem durante o voo, caso aconteça algum "acidente de percurso" (Vic fez uma pequena demonstração do exorcista no voo de ida pro Brasil!)

  3. Arcelio Dutra

    gostei da idéia, minimalista, eu e minha esposa ainda não conseguimos chegar a esse ponto, como temos o costume de viajar de carro quando pegamos o avião ficamos um pouco perdidos e aí enchemos a mala de roupas.
    Tenham um feliz natal e um ano novo próspero…

  4. Natalia Itabayana

    Arcelio, sou nada minimalista quando viajamos de carro, encho o porta-malas! Acho que aproveito que não temos a restrição nem o problema de extravio e compenso nas viagens de carro! Mas é um exercício interessante esse de viajar leve! Boas festas pra você e sua família!

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